terça-feira, 20 de julho de 2010

Carta ao ator

Freqüentemente me surpreende a ausência de serenidade em seu trabalho. Não é devido à falta de concentração ou de boa vontade. É a expressão de duas atitudes.



Antes de tudo, tem-se a impressão de que suas ações não são ditadas por uma convicção interior ou por uma necessidade que deixa sua marca no exercício, na improvisação, na cena que você executa. Você pode estar concentrado no seu trabalho, não estar se poupando, seus gestos podem, tecnicamente, ser precisos e no entanto, suas ações continuam sendo vazias. Não acredito no que você está fazendo. O seu corpo só diz uma coisa: obedeço a uma ordem dada de fora. Seus nervos, seu cérebro, sua coluna não estão comprometidos, e, com uma atitude epidérmica, quer me fazer crer que cada ação é vital para você. Você mesmo não percebe a importância do que quer fazer partícipe os espectadores.


Então como pode esperar que o espectador fique preso por suas ações? Como você poderia, assim, afirmar e fazer compreender que o teatro é o lugar onde as convenções e os obstáculos sociais devem desaparecer, para deixar lugar a uma comunicação sincera e absoluta? Você neste lugar representa a coletividade, com as humilhações que passou, com seu cinismo que é autodefesa, o seu otimismo, que é a própria irresponsabilidade, com seu sentimento de culpa e a sua necessidade de amar, a saudade do paraíso perdido, escondido no passado, na infância, no calor de um ser que lhe fazia esquecer a angústia.


Todas as pessoas presentes nesta sala ficariam sacudidas se você efetuasse, durante a representação, um retorno a essas fontes, a esse terreno comum da experiência individual, a esta pátria que se esconde. Este é o laço que o une aos outros, o tesouro sepultado no mais profundo do nosso ser, jamais descoberto, porque é nosso conforto, porque dói ao tocá-lo.


A segunda tendência que vejo em você é o temor de levar em consideração a seriedade deste trabalho: sente uma espécie de necessidade de rir, de distrair-se, de comentar humoristicamente o que você e seus companheiros fazem. É como se quisesse fugir da responsabilidade que sente, incrente à sua profissão, e que consiste em estabelecer uma relação e em assumir a responsabilidade do que revela. Você tem medo da seriedade deste trabalho, da consciência de estar no limite do que é permitido. Tem medo de que tudo aquilo que faz seja sinônimo de fanatismo, de aborrecimento, de isolamento profissional. Porém, num mundo em que homens que nos rodeiam já não acreditam em mais nada ou pretendem acreditar para ficarem tranqüilos, aquele que se afunda em si mesmo para enfrentar a sua condição, a sua falta de certezas, a sua necessidade de vida espiritual, é tomado por um fanático e por um ingênuo. Num mundo, cuja norma é o enganar, aquele que procura “sua” verdade é tomado por hipócrita.


Deve aceitar que tudo no que você acredita, no que você dá liberdade e forma no seu trabalho, pertence à vida e merece respeito e proteção. Suas ações, na presença da coletividade dos espectadores, devem estar carregadas da mesma força que a chama tenaz incandescente, ou na voz da sarça ardente. Somente então, suas ações poderão continuar a viver no espírito e na memória do espectador, poderão fermentar conseqüências imprevisíveis.


Enquanto Dullin jazia em seu leito de morte, seu rosto se retorcia assumindo as máscaras dos grandes papéis que viveu: Smerdiakov, Volpone, Ricardo III. Não era só o homem Dullin que morria, mas também o ator e todas as etapas de sua vida.


Se lhe pergunto por que escolheu ser ator, me responderá: para expressar-me e realizar-me. Mas que significa realizar-se? Quem se realiza? O gerente Hansen que vive uma existência respeitável, sem inquietudes, nunca atormentado por estas perguntas que ficam sem resposta? Ou o romântico Glauguin que, depois de romper com as normas sociais, terminou sua existência na miséria e nas privações de uma aldeia polinésia, Noa-Noa, onde acreditava ter encontrado a liberdade perdida? Numa época em que a fé religiosa é considerada como neurose, nos falta a medida para julgar o êxito ou o fracasso de nossa vida.


Sejam quais foram as motivações pessoais que o trouxeram ao teatro, agora que você exerce esta profissão, você deve encontrar um sentido que vá além de sua pessoa, que o confronte socialmente com os outros.


Somente nas catacumbas pode-se preparar uma vida nova. Esse é o lugar de quem, em nossa época, procura um compromisso espiritual se arriscando com as eternas perguntas sem respostas. Isto pressupõe coragem: a maioria das pessoas não tem necessidade de nós. Seu trabalho é uma forma de meditação social sobre si mesmo, sobre sua condição humana numa sociedade e sobre os acontecimentos de nosso tempo que tocam o mais profundo de si mesmo. Cada representação neste teatro precário, que se choca contra o pragmatismo cotidiano, pode ser a última. E você deve considerá-la como tal, como sua possibilidade de reencontrar-se, dirigindo aos outros a prestação de contas de seus próprios atos, seu testamento.


Se o ato de ser ator significa tudo isto para você, então surgirá um outro teatro; uma outra tradição, uma outra técnica. Uma nova relação entre você e os espectadores que à noite vêm vê-lo, porque necessitam de você.


















Eugenio Barba

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Arraiá do Plug Minas


Algumas fotos aii só pra não ficar devendo!
Foi muito bom esse arraiá e esperamos que venha mais festas como esta, unindo todo o Plug Minas!!!
Parabéns aos idealizadores, o pessoal do CODAP manda muito!!
A-hazou Gi!!
Detalhe: Minha roupa era de viúva! Linda né?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Criando nossos monstros!!

Nessa semana estamos trabalhando com as Artes Plásticas, criando nossos monstrinhos e monstrão!
Hoho' Aguardem que logo, logo postarei imagens! 

Galerinha da tarde, principalmente grupo 1 : nós estamos muitos empolgados com a criação do monstro e estamos esquecendo da cena. Ainda não temos uma cena e como houve alguns desentendimentos, a cena está atrasada! Vamos dar o nosso melhor para o monstro ficar bem assustador, mas vamos nos lembrar da cena também né? Alguém tem alguma idéia?

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Qual é o seu maior medo?


Medo de ter medo?


Será que tem algo debaixo da sua cama?




Será que o medo é supérfluo?



Você tem medo da morte?



E você tem medo de quê?

Candy Bird!

A jornada do Herói

Uma das maiores influências sobre a estrutura das histórias em Hollywood, apesar de que isto não tenha sido sua intenção, foi o antropólogo Joseph Campbell. Campbell criou um interesse sem precedentes em mitologia e narração de histórias com seus livros e sua incrivelmente popular série de entrevistas com Bill Moyers na rede de TV PBS. Campbell não era um guru de enredos. Construindo sobre o trabalho do psicólogo suíço Carl G. Jung — que procurava entender os arquétipos universais das histórias e os personagens míticos que pareciam surgir em culturas variadas — Campbell deu um passo à frente ao esboçar um padrão básico e imutável de narração de histórias. Seu livro, O Herói de Mil Faces, detalha como as estruturas de enredo da maioria dos mitos de jornada heróica eram semelhantes não importavam o país, a cultura ou o século de onde vieram. Campbell argumenta que todos os contadores de histórias — dos antigos gregos aos quenianos, dos chineses aos roteiristas de Hollywood — seguem a mesma fórmula básica quando recontam estas histórias heróicas, apesar de suas aparentes infinitas variações.







Esta estrutura antiga envolve os Doze Estágios da Jornada do Herói:






1- O MUNDO HABITUAL


Um mito começa com o herói em seu próprio ambiente.


2- A CHAMADA PARA A AVENTURA


Um problema ou desafio é apresentado e irá perturbar o mundo habitual do protagonista.


3- O HERÓI RELUTANTE


O herói frente à aventura. Ele enfrenta seus medos em relação ao desconhecido.


4- O VELHO SÁBIO


O herói consegue um mentor, que ajuda o herói a tomar a decisão certa, mas o herói precisa empreender a jornada sozinho.


5- DENTRO DO MUNDO ESPECIAL


O herói toma a decisão de comprometer-se com a aventura e deixa seu mundo familiar para trás, para entrar num mundo especial de problemas e desafios.


6- TESTE, ALIADOS E INIMIGOS


O herói enfrenta os aliados de seus oponentes, assim como a sua própria fraqueza, e inicia o trabalho enquanto lida com as consequências de suas ações.


7- A CAVERNA SECRETA


O herói entra no lugar de maior perigo, o mundo do antagonista.


8- A PROVAÇÃO SUPREMA


O momento sombrio ocorre. O herói precisa encarar um fracasso crítico, uma derrota aparente, a partir da qual ele irá adquirir sabedoria ou habilidade para ser bem-sucedido no final.


9 – APODERANDO-SE DA ESPADA


O herói ganha poder. Com seu novo conhecimento ou maior capacidade, ele agora pode derrotar as forças hostis do antagonista.


10- A ESTRADA DE VOLTA


O herói volta para seu mundo habitual. Ainda há perigos e problemas enquanto o antagonista e seus aliados perseguem o herói e tentam evitar que ele escape.


11- RESSURREIÇÃO


O herói é espiritualmente ou literariamente renascido e purificado por sua provação, enquanto ele se aproxima do limiar do mundo habitual.


12- RETORNO COM O ELIXIR


O herói retorna ao mundo habitual com o tesouro que irá curar seu mundo e restaurar o equilíbrio que estava perdido.





Postado por Cynthia Paulino - Teatro Valores de Minas 2010 às 19:45

Fantástico mundo dos chicletes!!!

Valoreess!!
Amo que amo!

sábado, 3 de julho de 2010

Como assim pede pra sair???

Se eu faço parte dde um grupo e faço uma crítica, o mínimo que eu espero é que as pessoas entendam o meu ponto de vista. Mas quando eu faço uma crítica e tenho uma resposta mal educada o que posso fazer?
Eu poderia ter respondido á altura, mas não perco o meu tempo com crianças... então, venho publicamente pedir desculpas ás pessoas que se sentiram ofendidas, tendo em vista que melhorem o seu comportamento infantil. Não tenho culpa de não ter sido informada da tal cena, e também agora não dá tempo mais! Porém, se alguém se interressar tenho alguns contos muitos interessantes! Se não se interessarem também não importa, pelo menos eu ofereci... Passar bem!

Confusões á vista!!!

Porque ás pessoas sempre confudem o que eu falo?
Se eu disse que as idéias estavam ruins é porque assim que eu as vi!!!
Ninguém me explicou nada sobre a tal cena e até agora eu estou sem entender...
Se alguém tivesse tido a decência de ter me explicado do que se tratava eu teria o maior prazer de ter dado idéia... nossa tem tanta cena legal lá em casa...
E você caro leitor, não está entendo nada? Imagine eu!!!
Então é isso galerinha, vocês não me entendem e eu não entendo vocês... E fica por isso mesmo?
Não sei, só sei que foi assim!
Beijo e até a próxima!